Registro #006: Relatório do meu aniversário

Eu pensei seriamente em deixar para amanhã, mas, para provar a você (e a mim mesma) que estou tentando manter minha palavra de que irei escrever nem que seja uma linha todo dia, aqui estou.

Resumo do meu aniversário: minha mãe lembrou, meu pai esqueceu, mas quando foi lembrado, fez dois bolos para compensar (eu nem gosto tanto de bolo, mas ficaram bons). Meus amigos esqueceram. Apenas duas lembraram, e uma delas eu não vejo há quase 10 anos (eu também esqueci o aniversário dela; provavelmente ela viu no Facebook, ou a memória dela é muito boa). Ah, claro, minha avó lembrou — ela nunca esquece — e uma tia por parte de pai.

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Registro #004: Jogando contra a autocrítica

Eu tinha um sonho — e não vale julgar, não se deve julgar os sonhos de alguém. Quer dizer, eu até julguei meu pai quando ele disse que um dos sonhos dele era ter um aspirador de pó. Dei risada. Ele comprou: era um trambolho grande para um apartamento pequeno, acabou não usando e o doando depois. Hoje em dia, temos um compacto que também não usamos muito; só ele usa quando lembra que tem.

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Registro #001: Iniciando o sistema.

Senti uma sonolência. Não sabia se vinha dos remédios (provavelmente) ou do acúmulo de noites mal dormidas. Abandonei a videoaula e dei play em um vídeo aleatório de horas no YouTube, mesmo com uma reunião se aproximando. A música nos fones tinha uma única função: impedir que o computador entrasse no modo de descanso e ficasse lento.

Levantei da cadeira, subi as escadas e me joguei na cama — a vantagem de ter uma cama-escritório. Tentei dormir, sem sucesso. Uma tristeza bateu. Por um instante, pensei: “Pra que lutar? Apenas sinta”. Eu até tentei, mas não gostei da sensação. Não era isso que eu queria.

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