Registro #017: A Hora do Vampiro (e a hora da Branca de Neve)

Embora eu tenha lido bastante durante o ano todo, os últimos três meses foram os mais intensos. E, até agora, o único livro que despertou minha vontade de escrever a respeito foi A Hora do Vampiro (‘Salem’s Lot), de Stephen King.

Não é por causa da nova série inspirada no universo do autor, mas porque, ultimamente, tenho me aventurado mais pelo suspense e terror. Sempre fui do time da comédia, romance e drama, mas variar é preciso.

O resumo é o seguinte: um escritor chamado Ben Mears decide voltar à cidade de Jerusalem’s Lot (quando li ‘Salem’, lembrei logo de bruxas) para escrever seu novo livro, mas também para enfrentar um certo fantasma de seu passado, algo que o assombra há muito tempo. Nisso, ele conhece Susan Norton, que chama sua atenção e, de certa forma, o atualiza sobre as mudanças na pequena cidade — onde aparentemente não acontece muita coisa desde um grande incêndio há muitos anos.

Ben, em meio a desconfianças com desaparecimentos de alguns moradores, mortes e sumiços de corpos, além de dois novos moradores misteriosos, começa a pensar que certos folclores populares podem ser muito reais. E surgem personagens como Matt Burke, um professor de inglês do ensino médio; Mark Petrie, um menino inteligente e corajoso (eu não faria nem a metade do que ele fez, e olha que já sou adulta); Padre Donald Callahan, o padre católico local; e o Dr. Jimmy Cody, médico da cidade, que se junta ao protagonista.

Curiosamente, este é o segundo livro lançado por King e o segundo que leio dele. E gostei muito! Tentei definir minha sensação ao terminar, mas o que fica é o que senti durante a leitura: apreensão, nervosismo e um peso constante, como se eu fosse uma habitante daquela cidade assistindo a tudo. O final me deixou com aquele gostinho de: “Tá, e agora? Eles vão conseguir?”.

O livro é muito bem amarrado. King desenvolve magistralmente não só os protagonistas, mas também os moradores locais, suas vidas e sentimentos. Foi isso que me prendeu.

Para “limpar” a mente depois dessa tensão toda, fui ler Branca de Neve. Sério, não é piada! Precisava de algo leve e curto. Mas a energia pesada de Jerusalem’s Lot ainda paira por aqui. Recomendo a leitura! Agora, iniciei O Iluminado, do mesmo autor (creio que todos saibam, né?). Quem sabe não vira tema do próximo post?

Atenciosamente, sua Andyy.