Registro #015: “Essa é a minha Titita!”

Hoje vou contar um sonho que tive recentemente. Aos poucos, estou voltando à rotina, acredite, até para a academia eu fui hoje. Mas vamos ao sonho.

Era um dia claro, não sei dizer se manhã ou tarde. Desci para pegar uma encomenda e, quando fechei o portão do prédio, escutei um piado. Alto. Inconfundível. Era a Tita. Gritei: “Tita!?” e voltei correndo para a área das escadas.

Nessa parte do térreo, há quatro apartamentos. Eu não sabia de onde vinha o som, mas uma vizinha (a Vizinha 1) estava com a porta aberta. Ela me disse que, mais cedo, apareceu uma gaiola com uma calopsita pendurada no portão, e que a vizinha da frente (Vizinha 2) a levou para casa.

Fui direto à porta dela e bati, ela abriu e eu disse logo: “Olá! A senhora pegou a calopsita que estava no portão? A minha fugiu e esse piado é idêntico ao dela. Posso ver?”

A mulher negou. Disse que era diferente, que já tinha visto meus cartazes. Eu insisti: “É a Tita!”. A calopsita piou de novo, e a certeza me inundou. Mas a mulher foi irredutível e fechou a porta na minha cara.

Peguei o celular, que eu não fazia ideia de que estava comigo (bom, era um sonho), e liguei para o meu pai. “Desce, é urgente. Acho que achei a Tita!”. Ele desceu, expliquei tudo e me escondi perto da escada. Meu pai bateu na porta. Não lembro da conversa, só sei que ela trouxe a gaiola.

E era ela. Era a Tita.

Saí do meu esconderijo, fui direto até ela: “Meu bebê, sou eu!”. Ela piou de volta. Abri a gaiola, e ela voou direto para o meu pai, pousando primeiro no cabelo e depois no ombro dele. Ele chorou. Eu também. Foi quando o filho da vizinha (que ela realmente tem, mas eu nunca vi) apareceu e disse: “Não é ela não, é minha!”. Respondi na hora: “Eu te dou outra, mas essa é a minha Titita!”.

Então, ouvi uma voz ao longe: “Bom dia, vovó! Bom dia!”. Acordei. Era o Caco, minha outra calopsita, que minha mãe ensinou a dar Bom dia para ela, pedindo para sair da gaiola. Levantei e fui cuidar deles.

Ainda não encontrei a Tita. Mas o sonho foi tão real, e a esperança continua. Que saudade daquela danada.

Atenciosamente, sua Andyy.

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